Centro Social de P. Brandão: “profissionais nunca viraram a cara ao desafio”

Centro Social de P. Brandão: “profissionais nunca viraram a cara ao desafio”

Técnicos do centro social enfrentam novos desafios durante a crise do Covid-19

▌“As profissionais têm também um papel determinante no bem-estar emocional dos utentes" | Foto: CSPB

Se para a maioria de nós o distanciamento social é a forma de prevenção mais segura na batalha contra a pandemia, há um grupo de pessoas que todos os dias desafia esta lógica — dão de comer, auxiliam na higiene pessoal e são um vínculo para o mundo exterior.

No Centro Social de Paços de Brandão, com ou sem pandemia, a necessidade de manter os cuidados diários dos idosos é uma realidade — são dezenas de trabalhadores que todos os dias desafiam as medidas de prevenção para assegurar que os seus utentes estejam saudáveis em casa.

“Os utentes do serviço Centro de Dia estão neste momento nas suas habitações, em permanente supervisão por parte da diretora técnica dos idosos e acompanhamento pela animadora sociocultural”, diz Tiago Sousa, tesoureiro do Centro Social de Paços de Brandão, ao sublinhar que continuam a receber cuidados com “a mesma exigência”. 

Às tarefas de assistência diária, como sair da cama para comer, vestir-se, cuidar de feridas ou providenciar alguma forma de fisioterapia, Tiago Sousa acrescenta que “as nossas profissionais têm também um papel determinante no bem-estar emocional dos utentes — sempre disponíveis com uma palavra amiga para ultrapassar este isolamento social”.

Um trabalho difícil, muitas vezes subestimado, mas importante, que levou algumas funcionárias a deixarem os filhos para garantir o auxílio domiciliário aos idosos, ignorando o principal conselho para se manterem seguras: o distanciamento social. 

“As funcionárias que estavam a auxiliar os seus filhos em casa disponibilizaram-se para integrar as equipas de apoio domiciliário, abraçando esta nobre missão que é a de cuidar dos nossos idosos”, explica ao falar de uma equipa que trabalha em permanente estado de alerta pela própria segurança. 

“Nunca viraram a cara a este enorme desafio” e “encararam a pandemia como se de uma missão se tratasse: proteger e cuidar os nossos utentes assim como a comunidade envolvente”, 

Segurança que, em Paços de Brandão, vem em primeiro lugar porque como explica Tiago Sousa “nenhum comandante deve enviar as suas tropas, para a frente da batalha, sem estarem munidos de material de proteção adequado”.

Às medidas de prevenção providenciadas pela direção, juntaram-se outras e o tesoureiro agradece a ajuda de “várias empresas e cidadãos que se mobilizaram para nos fazer chegar o material de proteção individual, determinante para que as nossas equipas do Serviço de Apoio Domiciliário desempenhem as suas funções em segurança”.

Quantos aos idosos, explicar-lhes o que é um “inimigo invisível é sempre difícil”, mas gradualmente conseguimos “sensibilizar e auxiliar na assimilação de todas as medidas preventivas e essenciais para assegurar a saúde e o bem-estar dos nossos utentes”.

O prolongamento destas medidas preventivas trazem, no entanto, uma nova vulnerabilidade para no Centro Social de Paços de Brandão, que “para garantir um serviço de qualidade e eficiente necessita de reforçar os seus meios de apoio domiciliário com mais uma viatura”.

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