Covid-19: A sua “tralha” pode ser um tesouro para a Cerci Feira

Covid-19: A sua “tralha” pode ser um tesouro para a Cerci Feira

Isolamento social restringe atividades dos utentes do lar da instituição

▌Colaboradores da Cercifeira estão incansáveis a manter a boa moral nos utentes | Foto: Cercifeira

 

Os utentes da Cerci Feira estão em isolamento há três semanas e com os esforços dos colaboradores da instituição mantêm o espírito positivo; porém agora precisam de si e de alguns materiais que terá em casa, mas não está a utilizar.

O estado de emergência e consequente isolamento social levanta, agora, novas questões e preocupações no que toca à segurança e qualidade de vida dos grupos sociais mais frágeis.

Na Cerci Feira, Paula Albuquerque, diretora técnica do lar, desvenda um cenário positivo no decorrer das últimas semanas, mas o confinamento dos utentes, obriga os profissionais da instituição a levar a sua imaginação ainda mais longe.

“Eles estão muito bem”, reforça a diretora ao explicar que os utentes desta casa encaram “a situação como uma aventura” ou “umas férias” e com o apoio dos colaboradores “que estão presentes 24 horas, nunca se aborrecem”.

Para prevenir contágios, de domingo a domingo, o lar da Cercifeira torna-se na casa dos colaboradores da instituição que, incansáveis, transformam os momentos  melancólicos em serões de grande animação — às vezes “põem a música alto e dançam com os utentes”, explica ao avançar que as dificuldades com que se debatem podem ser minimizadas com a ajuda de todos. 

“O problema que agora enfrentamos prende-se com a falta de materiais para entreter, física e intelectualmente, os habitantes da nossa casa — faltam objetos, que por vezes, temos encostadas em casa como, por exemplo, materiais de pintura, jogos lúdicos e puzzles, apropriados para crianças até aos 12 anos”.

A esta faltas Paula Albuquerque junta produtos de maquilhagem, pedidos por uma das colaboradoras que quer surpreender os alunos com uma aula diferente.

A atividade física é outra das grandes preocupações da instituição e em jeito de apelo a diretora sublinha “que precisávamos mesmo de uma passadeira de corrida”, mas “ficaríamos satisfeitos com qualquer outro equipamento de ginástica que não seja muito complicado de usar”.

A comunidade da Cerci Feira está quase toda inserida em grupos de risco para o Covid-19, alguns têm mais de 60 anos, outros sofrem de problemas respiratórios.

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