Crónica: Fogo à peça, Mário

Fogo à peça, Mário

Há 10 dias comecei a escrever uma série de posts sobre a necessidade urgente dos governos distribuírem dinheiro ‘de helicóptero’ e avançarem na UE com uma espécie de ‘Plano Marshall’ adequado à era digital: transferências a curtíssimo prazo de dinheiro para todos os cidadãos.

O governo alemão anunciou hoje a forma de receber ajudas. No caso, por exemplo, de jornalistas ‘freelancer’, escritores, outros profissionais por conta própria e pequenos empresários no estado Renânia do Norte Vestfália (a matéria é competência dos estados federados), serão, para já, entre dois mil a nove mil euros, a fundo perdido. 

Está previsto o dinheiro estar nas contas dos requerentes no prazo de duas a três semanas. A parte burocrática consiste em fazer o download de um impresso, preenchê-lo, assiná-lo e devolvê-lo por e-mail.

Portugal já tem luz verde da Comissão Europeia para flexibilizar os critérios referentes à dívida pública. Em estudo na UE está a forma de actuar de um fundo de resgate europeu e os chamados Corona-bonds.

Agora é altura de alguém dizer a Mário Centeno o que me dizia um chefe de redacção, nos anos noventa, quando se aproximava a ‘deadline’: “Fogo à peça, camarada!”

Aproveite e conheça a última obra de Miguel Szymanski

Ouro, Prata e Silva, publicado em Portugal no ano passado pela Penguin Random House, um livro que aborda um tema atual  e “de uma coisa o leitor tenha a certeza: mesmo encenando e condensando, a ficção fica muito aquém da realidade quanto ao número de vítimas que este sistema económico e político causa.”

Para adquirir o livro basta clicar em baixo:

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• Deusmelivro.

Natural da cidade de Faro estudou Economia, Direito e Literaturas Modernas. Escritor e jornalista, trabalha na Alemanha e em Portugal, é comentador da RTP e participa no programa Mundo sem Muros da RTP Internacional. Em Portugal, trabalhou para a Grande Reportagem, O Independente e o Expresso. Foi editor da revista GQ e cronista do Diário de Notícias. Durante a crise, regressou à Alemanha, publicou as suas crónicas no diário Die Tageszeitung de Berlim e foi redator da revista Öko-Test em Frankfurt. Em Portugal, publicou o seu primeiro livro, O Economista Acidental, em 2010. Na Alemanha, escreveu Ende der Fiesta [Fim da Festa] em 2014.
Miguel Szymanski
Jornalista e Escritor