Lobão vs ADNR: Vontade, músculo e garra… só faltou mais golos​

Lobão vs ADNR: Vontade, músculo e garra... só faltou mais golos

Um espetáculo que não desapontou os milhares de adeptos presentes

▌Um grande jogo em que só faltaram golos

Lobão e ADNR foram os intervenientes de um espetáculo futebolístico de excelente qualidade — visto ao vivo e que merecia a televisão, e a multidão foi atrás. O jogo mostrou um grande ADNR, com estampa de líder, e um grande Lobão que persegue o título de campeão.

Lobão -1

 

ADNR – 1

 

Árbitro: Daniel Pinto | Intervalo: 1 – 1

2.ª Divisão Zona Norte — Aveiro | 21.ª jornada | Campo São Tiago de Lobão

Lobão: Tiago, Santos, Grilo, Edu, Neves (Xavi, 86′), Pardal, Pinheiro, Monteiro (Miguel, 69′), Rui Antunes (Diogo, 86′), Zé Mota e Christophe (Joel, 75′). Golo: Zé Mota 40′. Treinador: Eusébio. 

ADNR: Guima, Edgar, Chico, Zito, Cruz, Nelson Diogo, Xavito (Wilson, 65′), Tiga (Vieira, 88′), Nani (Rafa, 87′), Jota e Machado. Golo: Machado 15′. Treinador: Nuno Gonçalves.

Ação disciplinar: Jota 52′, Monteiro, 57′ e Pardal 85′. 

Tarde fria e com chuva que mesmo assim não impediu casa cheia — bonito de ver os adeptos a partilhar, lado a lado a mesma bancada.

Entram as equipas e sente-se o ruído de quem as vem apoiar, ao frio do tempo contrapunha-se o calor humano.

Começado o jogo, cedo se notou que ambas as formações queriam o golo. Não havia táticas defensivas — os atletas estavam de olhos postos na baliza adversária. 

Era um canto para um lado, um livre para o outro, uma falta aqui outra acolá — o golo podia aparecer para qualquer dos lados.

Aparece para o ADNR aos 15′ minutos, quando numa jogada envolvente surge Machado a rematar para golo.

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O ADNR podia até ter ampliado a vantagem, quando aos 20′ minutos na execução de um livre o avançado cabeceia ao lado com a baliza à sua mercê — seria, porém, castigo pesado para o Lobão.

O golo não dissuadiu o Lobão e os da casa arregaçaram as mangas da sua camisola para discutir taco-a-taco o resultado — não tiravam partido dos lances de bola parada, e foram alguns, mas continuavam virados para a baliza do adversário, ora tentando pela esquerda, ora pela direita.

Numa dessas incursões o avançado leva a bola até à linha e centra, onde aparece Zé Mota a cabecear para empate.

As equipas continuavam a praticar um futebol ambicioso e sem medo do risco — era jogo de parada e resposta; a uma jogada numa área sucedia outra na contrária — a procura da vitória enchia o olho à assistência.

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Reatada a partida, o Lobão surgia mais mexido: obtém um canto e um livre nos primeiros dois minutos, mas o ADNR também sabia o que queria — viu que a ambição do adversário era levar o jogo para a frente e tapou bem os caminhos.   

O jogo ia caminhando para o fim, sempre em parada e resposta, diga-se em abono de verdade, que quem assistia queria que a partida durasse mais tempo — Lobão e ADNR jogavam em quantidade e qualidade suficiente para protagonizar uma verdadeira homenagem ao futebol. 

Aos 88′ minutos, confusão na área da ADNR e a bancada reclamava penálti a favor do Lobão.

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O encontro terminou com o empate — resultado justo que merecia mais golos, mas só um golpe de sorte ou uma ajuda divina poderia desfazer este empenho. 

Assistiu-se a um jogo onde sobressaiu a vontade, garra, músculo e futebol, onde todos os intervenientes contribuiriam para um verdadeiro hino ao futebol nos distritais também há tática, olho nos bancos e bons praticantes.

As palavras dos Treinadores

Análise de Eusébio | Lobão

ADC Lobão

“Foi um jogo muito complicado contra uma boa equipa, muito bem orientada, que por isso, vai em primeiro, mas no cômputo geral acho que a minha equipa foi melhor.

A primeira parte foi mais equilibrada e a equipa do ADNR muito faltosa; o árbitro não trouxe os amarelos para o jogo principalmente na primeira parte.

Na segunda parte fomos melhores e superiores — não me lembro de uma oportunidade do ADNR e temos razão de queixa da arbitragem porque há um penálti claro a nosso favor. Há também foras de jogo não tirados e não percebo como é que este árbitro está na luta pela subida de divisão — uma dualidade de critérios incrível, mas foi um bom jogo com duas boas equipas a tentar subir”.

Análise de Nuno Gonçalves

AD Nogueira da Regedoura

“Foi um jogo equilibrado, onde até entramos mal, o Lobão tinha mais responsabilidade porque havia que encurtar a distância pontual entre nós. Tentou pressionar na primeira fase de saída e nos primeiros dez minutos tivemos alguma dificuldade em sair. 

Resolvemos esse problema e aparecemos na área do Lobão onde marcamos o primeiro golo — tivemos um período ascendente onde podíamos ter marcado mais um ou dois golos. Infelizmente não conseguimos, mas mantivemos sempre o jogo controlado, longe da nossa área, e num erro nosso, num lance infeliz, acontece o empate.

A partir dai o jogo ficou ainda mais equilibrado, com alguma distância das duas balizas, um jogo com mais marcações e mais disputado a meio-campo. 

Na segunda parte, tentamos chegar à área do Lobão, como o Lobão tentou chegar à nossa — há uma situação clara de golo para cada lado, mas penso que se aceita o empate e outro resultado seria injusto para aquilo que se fez. 

Foi um jogo entre duas equipas que neste momento são candidatas à subida e fizeram  jus a isso, tiveram um excelente comportamento, um jogo agressivo, mas dentro dos limites, com intensidade de parte a parte — uma agressividade dentro dos limites de um jogo de marcações entre duas boas equipas”.

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