Euforia em Lourosa: Leões vencem e cravam garras no segundo lugar

Euforia em Lourosa: Leões vencem e cravam garras no segundo lugar

▌Leões têm vantagem de três pontos sobre o terceiro classificado

Texto: A. Ferreira | Fotos: Ventura Santos

Pontos e qualidade nem sempre se casam, mas este domingo Rui Quinta fê-lo na perfeição — o Gondomar entrou a travar as investidas da casa, mas as retificações do mister criaram um espetáculo futebolístico harmonioso que dignificou os leões.   

Lourosa – 2

Gondomar – 0

Campeonato Portugal | Estádio do Lusitânia de Lourosa FC

Árbitro: Carlos Macedo | Árbitros Assistentes: Ulisses Costa e João Silva

Ao intervalo: 1 – 0

Lourosa: Leonardo, Gil Dias, Diogo Cunha (89′ Hélder Costas), Paulo Tavares (73′ Ministro), Goba Zakpa, Vitinha, Paulo Grilo, Léo Cordeiro, Henrique, Serginho e Léo (84′ Wilson Rodrigues). Suplentes: Wilson, Carvalho, Ministro, Hélder Castro, Jaime Poulson, Felipe e Wilson Rodrigues. Treinador: Rui Quinta Golos: Goba Zakpa 45′ e Léo 64′.

Gondomar: Ricardo Neves, Rui Filipe, Ângelo (77′ Digas), Miccoli, Dinis Lopes (63′ Alberto), Huguinho, Camará, Mica (73′ Miguel Ângelo), Álvaro e Zé Lopes. Suplentes: Zé Santos, Alberto, Hélder Silva, Artur, Adelino Ié, Digas e Miguel Ângelo. Treinador: Pedro Pinto. 

 

O Gondomar inicia o jogo muito cauteloso com cinco defesos em linha a que se juntava sempre mais um quando necessário para travar as investidas do Lusitânia. 

Os primeiros 15′ minutos foram de domínio intenso dos da casa, mas sem importunar o Gondomar que na marcação de um canto leva a bola ao travessão, criando a que seria a sua melhor ocasião de golo — o Lourosa, apesar de dominador, estava muito previsível o que facilitava a vida do Gondomar.

Os lances de bola parada, também não saiam bem aos da casa, porque, a defender, os jogadores do Gondomar apareciam como ‘ratos’ na área. 

Mas, Rui Quinta não estava distraído e tratou de ajustar posições no miolo com Paulo Tavares e Leo a trocarem de posição — deu a esquerda ao capitão e Diogo Cunha passou a servir melhor os companheiros, quer servindo ao centro, quer virando o jogo à procura de desmarcações.

 

As retificações deram maior velocidade ao Lourosa e ao jogo; do outro lado o Gondomar dava sinais de incapacidade em acompanhar os movimentos dos avançados da casa — sentia-se um Gondomar a desmoronar-se com os movimentos de Leo e Goba Zakpa, apoiados por Leo Cordeiro. 

Aos 37′ minutos, uma autêntica bomba de Paulo Grilo à entrada da área, obriga Ricardo Neves a grande defesa para a frente e, na recarga, Goba Zakpa cabeceia, obrigando o guardião forasteiro a nova defesa de encher o olho — estava relançado o jogo que deixou de ser cómodo para os visitantes.

Aos 40′ minutos, mais um grande remate do avançado da casa, que ao apanhar a cabeça de Álvaro no trajeto deixa o jogador estatelado no solo e a precisar de assistência.

O Lourosa percebeu que a velocidade era a arma letal e o Gondomar não conseguia contrapor — Goba Zakpa e Leo não davam descanso, trocaram a posição vezes sucessivas até construir o caminho para o golo no minuto de compensação dado pelo árbitro. O intervalo chegou com justiça no resultado.

 

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O jogo recomeça com Mica a aparecer no sítio de penálti e rematar de cabeça por cima da barra; na jogada seguinte o Gondomar ganha canto e Huguinho dois minutos depois tem nos pés o golo a passe milimétrico de Camará — valeu o corte de carrinho da defesa lusitanista.

Passados os cinco minutos iniciais, o Lusitânia de Lourosa tomou conta das rédeas do jogo e o Gondomar não conseguia aproximação à sua área; uma 2.ª parte mais quezilenta, com mais faltas, mais protestos e menos futebol — os cartões chegaram ao banco, com o diretor-desportivo do Lourosa a ver a cartolina vermelha por protesto. 

Aos 64′ minutos, Léo entra pela direita, passa dois adversários e à saída do guarda-redes remata junto ao poste, fazendo o 2 – 0 com uma bela finalização — protesta Huguinho que vê amarelo ao pedir fora de jogo.

Léo teve nova oportunidade de ampliar a vantagem, mas aparece na área sozinho e não tendo com quem trocar a bola remata sem convicção.

Aos 74′ minutos, o capitão do Gondomar, Zé Pedro, vê o amarelo por protesto, continuou a protestar, levando o segundo amarelo e consequente vermelho, reduzindo o Gondomar a dez. Aos 81′ minutos, Camará pede cartão para o jogador da casa o que leva o árbitro a levantar a cartolina amarela ao próprio jogador.

Caminhava o jogo para o fim com o Lourosa mais próximo do 3 – 0, ao Gondomar nada mais restava que o apito final do árbitro.

Vitória justa dos leões que ocupam agora o 2.º lugar da tabela, a oito pontos do primeiro e mais três que o Espinho que esta semana relegou o Leça para 4.º lugar.

Na próxima semana, o Lusitânia tem a difícil deslocação ao Leça.

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