Ex-Feirense Edinho, solidário com Marega, relata episódio vivido no Feirense

Ex-Feirense Edinho, solidário com Marega, relata episódios vividos no Feirense

O jogador afirma que há duas semanas o golo ao Feirense chegou com “ofensas racistas”

Atualizado: 22 fevereiro, 2020

▌Artigo no jornal Expresso põe o dedo na ferida | Foto: Ventura Santos

Num artigo de opinião publicado hoje pelo jornal Expresso, Edinho, ex-jogador Feirense, mostra-se solidário com Marega e sublinha que “esse tipo de atitudes e atos têm vindo a aumentar o que é um sinal de preocupação para todos nós que estamos no desporto”. 

Num depoimento recolhido pela jornalista Alexandra Simões Abreu, para o jornal Expresso, Edinho começa com um gesto de solidariedade a Marega: 

“Estou extremamente solidário com o Marega. Infelizmente esse tipo de atitudes e atos têm vindo a aumentar o que é um sinal de preocupação para todos nós que estamos no desporto. Há duas semanas vivi um episódio semelhante ao do Marega, num jogo contra o Feirense”.

O episódio mais recente relatado por Edinho remonta ao jogo de há duas semanas frente ao Cova da Piedade, atual equipa do ex-jogador Feirense, que ao marcar o golo afirma ter sido vaiado pelos adeptos da casa azul. 

“Fiz o golo, não respondi, não festejei, até pedi desculpa. Mas continuaram os cânticos e as ofensas. Onde se incluíam ofensas racistas, como ‘macaco’ e ‘preto’, por exemplo. Desvalorizei”, explica Edinho ao referir que tal como Marega fez “pensei em abandonar, mas (…) tive de pensar nos interesses do clube”. 

Os relatos não se ficam por aqui e o jogador sublinha que nem na Grécia viveu episódios semelhantes — relembra os últimos jogos em que vestiu a camisola de castelo ao peito e foi insultado por um adepto que se encontrava bem perto da sua família.

“Pensaram que eu andava a fazer corpo mole e começaram com as ofensas do preto (…) O curioso é que um dos adeptos que me chamou nomes, estava perto da minha família”, diz, lembrando que as críticas depreciativas são comuns, “corre” ou “não jogas nada”, “mas nada assim tão direto e com comentários racistas como agora”. 

Uma realidade que para Edinho, afasta as famílias do futebol, “eu não seria capaz de levar o meu filho a ver um jogo de futebol numa bancada”, e arrasa a imagem do desporto e de Portugal se não for tomada uma ação mais severa, à semelhança do que se passa no futebol brasileiro e inglês “onde essas pessoas são banidas”. 

Pode ler o artigo na íntegra no Expresso, clicando AQUI.

Ao Diário da Feira, Edinho reforçou que no “Clube Desportivo Feirense não fui alvo de racismo” e que os comentários de que foi alvo vieram “por parte de adeptos do clube, obviamente não todos”. 

A opinião de Edinho já recebeu novas interpretações e o jogador foi acusado de protagonismo, no entanto, sublinha que o que se passou com Marega foi um acordar para um problema grave que existe há muito.

Não me vou alongar mais sobre o assunto, pois como já me disseram, que quero protagonismo, mas agora que surgiu isto do Marega, as pessoas estão acordar para um problema que já existe ao tempo e, algumas, pessoas não entendem a gravidade do caso”, diz, reforçando que “as gravações dos jogos de final época e deste jogo agora”, falam por si”. 

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