Lamas: Angélica Salvi, Indignu e Orteum – música para ficar com ‘pele de galinha’ na alma

Lamas: Angélica Salvi, Indignu e Orteum – música para ficar com ‘pele de galinha’ na alma

Associação Basqueiro com mais confirmações para junho de 2020

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Está pronto para mergulhar com os seus fantasmas? As mais recentes confirmações para o Basqueiral são pungentes — Angélica Salvi com a harpa, Indignu com o seu pós-PÓS-rock e Orteum, “diretamente do underground do rap português” — três géneros distintos, mas semelhantes na finalidade: uma viagem pelos sentidos alma.

Texto: Ricardo Santos

A Bela e o Monstro

As últimas confirmações apanharam-me de surpresa; os palcos do Basqueiral vão receber Salvi, uma harpista espanhola, radicada no Porto há quase dez anos.

Na nota de imprensa lê-se que Salvi “dedica-se à improvisação e música contemporânea”, o que é algo enganador porque há aqui muito mais do que isso — a música de Salvi mexe com os nossos “inner ghosts” e graças à improvisação, as suas composições levam sempre direções inesperadas, suaves e atmosféricas.

Ao ouvir a música para escrever o artigo, fiquei com a noção nítida que Salvi é uma manipuladora de sentimentos — ao fim de algum tempo, o ouvido é arrastado para um transe, vítima do canto de uma sereia. E, cenário é perfeito: um dueto composto pelo “monstro” (a harpa) e a figura feminina que o domina. 

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A sombra de Barcelos

Indignu, a banda de Barcelos vai trazer a Santa Maria de Lamas o seu pós-rock / indie, com ênfase no PÓS — porque é muito difícil, e até injusto, rotular esta banda — será justo dizer que os Indignu são do género… Indignu.

O seu último álbum tem por nome “Umbra”, sombra em latim — e a escolha não podia ser melhor: a música mexe com o nosso humor e Indignu vai, certamente, trazer a Santa Maria de Lamas uma atmosfera comovente e pessoal.

Como se dos q̶u̶a̶t̶r̶o̶  cinco cavaleiros do apocalipse se tratassem, este quinteto avança sem dó para os nossos medos, aflições e tribulações — pode ouvir, por exemplo, Afonso Dorido, a usar um arco de violino na sua guitarra, os sons psicadélicos e espaciais dos “synths” acompanhados pela carga dramática de um choroso violino, onde a percursão de passo lento não tem pressas e a dor é para abraçar.

A não perder uma das melhores bandas do género em Portugal — um trabalho quase sempre acompanhado por ilustre músicos portugueses: “Umbra” contou a colaboração de Manuel Cruz, dos Ornatos Violeta, o debute com a participação do escritor Valter Hugo Mãe. 

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O submundo do rap

 

O trio Tilt, Nero e Mass vão agarrar os micros em Santa Maria de Lamas – este hip hop bem português, tem os alicerces no ‘oldschool’ – os poemas são mensagens, as rimas apelos e a moral um alarme para uma sociedade decadente que precisa de acordar.

Em 2019 lançam o primeiro álbum: “A Última Gota” com a participação de talentos como Beware Jack, DJ RM, DJ Ketzal, Johny Gumble, TOM e outros.

A presença da cultura hip-hop em Lamas acrescenta polivalência, a um festival cada  vez mais sem filtros ou censuras de correntes artísticas.

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