Receção calorosa leva Presidente da República a “encostar” discurso

Receção calorosa leva Marcelo Rebelo de Sousa a “encostar” discurso

Marcelo: “Uma terra que sem recursos naturais construiu um império”

▌Emídio Sousa saiu do Castelo de braço dado com o Presidente da República

Esta manhã, na sua passagem por Santa Maria da Feira, o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, dispensou o discurso agendado — proferiu palavras improvisadas com grandes elogios à Comissão de Vigilância do Castelo e aos feirenses. 
 
Conceição Alvim, presidente da Comissão de Vigilância do Castelo, conquistou Marcelo Rebelo de Sousa ao comparar a sua visita ao castelo com a de D. Manuel II, em 1908 — “em 1905 o castelo era um buraco inundado de figueiras bravas e eras”, “foi a vinda de D. Manuel II, em 1908, que abriu os olhos para o castelo e as suas dificuldades”. A frase serviu para Conceição Alvim falar dos problemas atuais que o monumento enfrenta — explicou que durante a manutenção,“os técnicos aperceberam-se que há uma fissura na muralha e a capela precisa de obras de fundo”. A presidente lembrou a Marcelo o empenho da Comissão de Vigilância e da Câmara Municipal, na pessoa de Emídio Sousa, mas explicou que desta vez não chega e é preciso um empurrão maior face ao valor que esta requalificação requer

▌Já dentro do Castelo o Presidente não negou nenhum cumprimento que lhe fosse pedido
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Emídio Sousa, Presidente da Câmara, começou por explicar que a Comissão de Vigilância do Castelo foi “um grito de revolta” da sociedade feirense às condições deploráveis em que se encontrava o castelo — atitude que para Emídio Sousa personifica o espírito santamariano e demonstra que Santa Maria da Feira é um lugar que dignifica a palavra pátria. 

Garra, determinação e querer foram qualidades que Emídio Sousa destacou para descrever as gentes do concelho; “Santa Maria da Feira não tem recursos naturais, mas tem os melhores recursos — as pessoas”. Ao falar de recursos, o edil lembrou que em Santa Maria da Feira a “cultura não é um custo na tabela das despesas”; o município está “consciente das obras” necessárias – tanto na muralha como na capela, por isso reforçou o pedido de Conceição Alvim, solicitou o apoio de Marcelo Rebelo de Sousa e de Ângela Ferreira, secretária de Estado Adjunta e do Património Cultural, mas lembrou que no concelho há espaço para o mecenato e pediu um olhar especial aos empresários do concelho.
 
As palavras de Conceição Alvim e Emídio Sousa despertaram a atenção do Presidente da República que ao dispensar “o discurso que havia preparado”, explicou “o que me foi ocorrendo enquanto vos ouvia” — Marcelo Rebelo Sousa deixou de lado a história e a necessidade de a preservarmos através do património, ao invés enalteceu a grandeza humana das gentes de Santa Maria da Feira “decisiva para a riqueza do lugar”. O Presidente da República elogiou “uma comunidade que por ela própria já se mobiliza” e deu como exemplo a Comissão de Vigilância do Castelo — um grupo “civil de feirenses que atravessaram regimes e governos, e isso tem de ser galardoado e vou meditar como o vou fazer”, garantiu o Presidente ao sublinhar que a Comissão de Vigilância “deve servir de exemplo para outros locais”.
▌Obras no Castelo: Emídio Sousa piscou o olho ao mecenato privado
Os elogios presidenciais à comissão e aos feirenses não se ficaram por aqui e até o nome da comissão mereceu a atenção do Presidente — “haveria outros nomes pomposos, mas escolheram vigilantes”, Marcelo brincou e afirmou que agora “até o Presidente da República se sente vigilante ao receber o caderno de encargos”. 
 
O Presidente da República destacou e saudou o contributo e trabalho do género feminino no concelho da Feira; apresentou-o como um contributo para o “salto qualitativo” que o concelho deu e dá — lembrou a história da condessa que mandava na Feira e deu também como exemplo Conceição Alvim, presidente da Comissão de Vigilância no Castelo. 
▌À saída as atenções do Presidente viraram-se para os mais pequenos

Marcelo Rebelo de Sousa relembrou ainda a primeira e muitas outras passagens que fez por Santa Maria da Feira; falou de algumas peculiaridades que o despertam entre elas uma paixão quase comum pelo nosso território — “todas as conversas levavam à Feira e ao castelo”, por fim lembrou que as obras do castelo precisam “de um sinal do estado e do município”, mas também de apoios privados e em Santa Maria da Feira “há condições para o mecenato”, frisou ao lembrar que “estamos numa terra privilegiada que sem recursos naturais construiu um império”. Marcelo Rebelo de Sousa apelou por isso “a uma ação conjunta que mobilize todos” — estado, município e setor privado. 

Despediu-se agradecendo a comparação a D. Manuel II que apesar de um reinado curto, “foi um grande contribuidor para o património cultural”.

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