Lamas – Canedo: tão quente que nem a chuva esfriou

Lamas – Canedo, tão quente que nem a chuva esfriou

O terceiro golo da casa levantou as picardias entre as equipas

▌Fred, Ex-União de Lamas, consegue desviar a bola do unionista

Texto: A. Ferreira  | Fotos: Ventura Santos

União de Lamas – 3

Canedo FC – 1

 

Uma equipa que joga para título não pode ter perdas; o União de Lamas entrou cauteloso frente ao vizinho Canedo, mas cedo deu provas que apenas a vitória interessava. Do outro lado, o Canedo não baixou os braços, nem poupou esforços — reduziu e acreditou no empate, mas a história do dérbi não chegou ao fim sem o terceiro tento da casa. 

Os primeiros 15 minutos foram com bola cá, bola lá e sem grande domínio de qualquer uma das partes — como se de um estudo recíproco se tratasse. 
 
Começou o União de Lamas a dar mostras de querer ganhar a partida, empurrando o Canedo para as zonas mais recuadas; fruto desse esforço, aos 25′ minutos, um livre a meio do campo resulta em golo com remate de António. 

▌Os festejos começaram aos 25 minutos por António
O Canedo reagiu e mostrou  algum inconformismo, mas o empenho dos atletas de Rapinha não era suficiente para incomodar os da casa. Aos 43′ minutos foi a vez de Joca marcar pela segunda vez e para o União de Lamas — culminou da melhor maneira um ataque da casa, mais uma vez pelo lado esquerdo. 
 
A primeira parte terminou com 2 – 0 no marcador para o Lamas — fruto do maior domínio e querer que demonstrou. 
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A segunda parte ainda começou com o União de Lamas à procura do 3 – 0, que não aconteceu em várias ocasiões possíveis e assim o Canedo começou a pensar que poderia chegar ao 2 – 1 e reentrar no jogo.
 
Aos 62′ minutos, no Canedo, sai Paulo Sá e entra Yemi e aos 70′ sai Osório e entra Ratinho — Miguel Rapinha acertou e destes ajustes resultaram o 2 – 1 por Yemie; o Canedo dava por esta ocasião mais sinais de inconformismo. 
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Ricardo Nascimento também ajustou o seu miolo, saiu Belinha e entrou Sousa.
 
Enquanto o Canedo se balanceava no ataque, o técnico do União de Lamas aproveitou da melhor maneira e numa dessas situações — recuperação de bola à entrada da área, Diogo saí a jogar e lança em profundidade para Bala que sem grande dificuldade contorna o guarda-redes no lugar do libero e atira para a baliza deserta. 
▌Um jogo quente que nem a chuva esfriou

O terceiro tento ditou o resultado, mas ainda houve depois tempo para umas picardias junto à baliza do Canedo —  pensamos terem sido insultos entre dois atletas que se estenderam às equipas, originando a paragem do jogo por alguns minutos; daqui resultou o cartão vermelho a Caio, do União de Lamas, e Pipa, do Canedo. No período de descontos, o União de Lamas fez entrar Kaou para lugar de Diogo.   

Man of the Match

Diogo – União de Lamas
 

 

 Foi substituído, mas recebeu uma merecida e longa salva de palmas que premiou a sua excelente exibição e confere-lhe justamente o título de homem do jogo. O jogador parece frágil, mas tem raça quanto baste e encheu o campo com toda a sua classe. 

Os treinadores:

Ricardo Nascimento

Treinador — União de Lamas
 
Ricardo Nascimento mostrou-se agradado com a sua equipa e a exibição da mesma, ainda que não tenha podido contar com alguns elementos habitualmente titulares. O técnico avançou ainda que a chuva não ajudou a um melhor espetáculo, mas, ao mesmo tempo, enalteceu a equipa adversária por dar mostras de inconformismo o que para o mister valoriza ainda mais a vitória do União de Lamas.
 

Miguel Rapinha

Treinador — Canedo

Miguel Rapinha afirma que “desde sempre acreditamos na possibilidade de podermos sair daqui com um bom resultado. Tínhamos consciência do poderio do União de Lamas, trabalhamos em cima disso, mas infelizmente as condições atmosféricas agudizaram as caraterísticas do União de Lamas”. Apesar das dificuldades, o técnico salienta “que a introdução de uma ponta de lança conseguiu criar mossa nas intenções” da equipa da casa e “entramos muito bem na segunda parte por força dessa correção”. O Canedo reduziu e a partir daqui Miguel Rapinha “sentia que a qualquer momento poderíamos fazer o golo do empate, num jogo de muita disputa e contacto físico, em que cada lance era jogado como se fosse o último. Infelizmente numa das transições o União de Lamas acabou por fazer o terceiro golo o que pós-fim às nossas aspirações”, explica o treinador ao deixar palavras de apreço ao empenho dos seus jogadores: “tenho de salientar o não baixar os braços dos meus jogadores mesmo quando estavam a perder”.

 

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