Espera lá! Dia do Abutre? Até dava para brincar com o título, mas afinal a coisa é a sério

Espera lá! Dia do Abutre? Dava para brincar com o título, mas afinal a coisa é séria

A par do koala – o abutre é dos animais mais fofos que conheço e o Zoo de Lourosa vai-lhe  prestar uma merecida homenagem no dia 1 de Setembro

Com uma carinha destas não há coração que resista | Foto: PD

Quando a redação do Diário da Feira soube que o Zoo de Lourosa ia celebrar o dia do Abutre, atribuíram-me a tarefa de fazer a notícia – não fosse o abutre o meu animal-espírito.
 
A minha relação com este animal é antiga – quando era pequeno dizia que se o Popas, da Rua Sésamo, fosse metaleiro seria um abutre e desde a puberdade que o abutre é uma excelente personificação da minha posição na sociedade. 
 
Por isso é com um enorme orgulho que vejo o Zoo de Lourosa, no dia 1 de setembro celebrar o dia do Abutre (clique no nome para dar um ‘like’ no facebook da instituição), levando a cabo uma série de atividades para divulgar a importância desta ave fantástica – uma palestra e uma oficina de jogos e artes plásticas, incluídos no bilhete do dia, as atividades duram cerca de 20 minutos.
 
Charles Darwin, está confirmado: não vai lá estar – primeiro porque finou-se há uns anitos, segundo porque o mais famoso biólogo de todos os tempos, não parecia simpatizar com os bichos e em 1835 disse que “o abutre é um animal repugnante cuja cabeça careca foi desenhada para chafurdar na podridão”Não foi lá muito simpático – mas em muitas culturas o abutre faz parte das tradições: por exemplo, no Tibete, Qinghai, Sichuan e na Mongólia o animal tem a posição privilegiada de agente funerário – usam o passaroco para se livrarem dos seus entes queridos – Yup! Você leu bem.
 
Não vou entrar em pormenores, mas esta tradição budista apelidada de ‘Vajrayana’ pretende unir a alma com o céu. (Se quiser MESMO saber o que é um funeral aéreo clique AQUI – mas aviso já que não é para estômagos fraquinhos).  
 
O abutre é o ecocentro da natureza –  tem eco-consciência há mais anos que, nós humanos, temos a roda, mas este animal fantástico passa hoje por grandes dificuldades: a perda de ‘habitat’, os acidentes fatais com cabos de alta tensão e a falta de alimento colocam este “agente funerário” uma espécie em perigo – das 23 existentes 11 estão ameaçadas. 
 
Só me resta mencionar que o Zoo de Lourosa tem a coordenação do programa reprodutivo do urubú-rei, que espera a sua visita. 

O Tomás colabora com o Diário da Feira onde geralmente é-lhe pedido para escrever sobre uma variedade temas que mais ninguém quer escrever (ou saber), sempre com receio de represálias, de acordo com ele próprio é um cronista cobarde, de qualidade inferior e indigno de representar a classe.
Tomás Santos-Morteiro
Ovelha Negra

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