5.º lugar para município da Feira em independência financeira na região norte

5.º lugar para município da Feira  em independência financeira na região norte

Emídio Sousa: “um resultado notável” que é o “reconhecimento de bom trabalho”

▌Emídio Sousa mostrou-se satisfeito com os resultados apresentados pela CCDR | Foto: Ventura Santos

A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR – N) analisou a independência financeira de 86 municípios — o relatório coloca Santa Maria da Feira no 5.º lugar com uma receita própria de 64%   

De acordo com o relatório apresentado esta semana pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (clique aqui para aceder ao documento), que analisa a independência financeira dos municípios no ano de 2018, o concelho de Santa Maria da Feira apresenta uma autonomia financeira de 64% — valor que lhe concede o 5.º lugar entre os 86 municípios analisados.  

Acima de Santa Maria da Feira, o documento coloca apenas quatro concelhos, sendo o Porto o que apresenta uma maior capacidade de independência financeira, 80%. Em segundo lugar, surge a Maia com 72%, segue-se Matosinhos com 67% e Vila do Conde com 65%. 

O 5.º lugar, entre cinco concelhos de grande dimensão, não apanha Emídio Sousa, Presidente da Câmara da Feira, de surpresa, mas é, para o edil, “um motivo de muito orgulho” e o reconhecimento de um trabalho “desenvolvido há cerca de seis anos” que passa pelo “rigor na gestão financeira”. 

“O nosso território está numa fase de grande desenvolvimento; reduzimos a dívida que tínhamos em 2012 para um terço e como já vinha a afirmar o nosso município paga agora a 12 dias, às vezes até menos — tudo isto conseguido durante um período em que estivemos sob a alçada da troika”.

À equação para o 5.º lugar, o presidente junta o investimento público e relembra que “conseguimos uma fase de grande desenvolvimento no nosso território sem nunca sacrificar o investimento público”  — melhorias que Emídio Sousa acredita estarem na base deste resultado e que elevam o prestígio do concelho enquanto destino para empresas e pessoas.

“Estamos a investir milhões de euros na reabilitação da rede viária; temos um concurso de valor superior a cinco milhões de euros para substituição da iluminação pública para led cujo investimento final rondará os dez milhões de euros; vamos iniciar uma obra no arquivo municipal no valor de três milhões de euros; fizemos uma escola por dois milhões; reabilitamos a Quinta do Castelo por dois milhões; temos várias empreitadas a decorrer num valor superior a 20 milhões de euros: largo das termas, centro urbano de Fiães e de Lourosa, entre outros que lançamos a concurso”, refere ao explicar o valor que este “prémio” dado pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte tem para si.

“Penso que para quem está há seis anos à frente da câmara é motivo de grande satisfação e orgulho, e o reconhecimento do bom trabalho que fizemos está bem espelhado nestes indicadores externos”. 

Um primeiro lugar é para Emídio Sousa um objetivo inacessível e o presidente prefere uma situação financeira saudável a “disputar um campeonato com municípios muitos fortes como é o caso do Porto”, onde a densidade urbana “permite uma receita de IMI 20 ou 30 vezes superior à receita da Câmara da Feira”, mas sublinha que o trabalho desenvolvido no reforço das finanças do município deixou muitos concelhos de maior dimensão e com mais recursos para trás. 

“Ambicionar um dia esse lugar não é possível, mas penso que é um feito notável estarmos à frente de municípios como Braga e Vila Nova de Gaia — estamos nos primeiros cinco lugares, a disputar com concelhos que têm recursos extraordinários, como aeroportos e portos, não tendo esses recursos, nem essas localizações conseguimos o 5.º lugar, portanto isto é notável”. 

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