Política

5 aliados da OTAN concordam em produzir drones de baixo custo

O programa de drones “fornece um apelo às armas para que nossas indústrias de defesa em cada uma das cinco nações respondam ao desafio”, disse Pollard.

A iniciativa reflecte uma preocupação crescente em proteger os céus da Europa, após uma série de incursões aéreas em toda a NATO no ano passado, que variaram desde caças russos sobre a Estónia até enxames de drones que entraram no espaço aéreo polaco. Embora a NATO tenha neutralizado as ameaças, atraiu críticas por utilizar caças multimilionários para abater drones que custam milhares de dólares.

“O problema é ser eficaz no abate de mísseis, drones e outras ameaças de custo relativamente baixo que enfrentamos”, disse Pollard aos jornalistas. “Precisamos de ter a certeza de que estamos a combinar o custo das ameaças com o custo da defesa”, disse ele, acrescentando que a iniciativa dos drones implicou um novo compromisso “multimilionário” dos cinco países.

O esquema terá como objetivo principal produzir efetores para drones, disse Pollard, um termo militar para a parte do equipamento que atua sobre um alvo, como a carga explosiva.

Também surge como parte do esforço mais amplo da Europa para se tornar responsável pela sua própria defesa, no meio de intensa pressão da administração Trump e de dúvidas em torno do compromisso de Washington com a NATO.

“A Europa… está motivada para avançar na defesa”, disse o ministro da Defesa polaco, Władysław Kosiniak-Kamysz.