Empresas chamadas à guerra: é preciso doar material de proteção ao Hospital

Empresas chamadas à guerra: é preciso doar material de proteção ao Hospital

A  nível mundial estes materiais começam a escassear

▌O hospital tem recebido material - mas é preciso mais | Foto: Cameron Otte

Os pedidos de material de proteção que circulam nas redes sociais são imensos e alguns vêm de profissionais de saúde do Centro Hospitalar Entre Douro e Vouga — são dirigidos às empresas da região e pedem a doação de material de proteção que tenham em excedente.

Texto: Tania Silva

“Não trabalho há semana e meia porque estou infetado”, disse um dos enfermeiros do Hospital de S. Sebastião que por estar na linha da frente acabou infetado pelo Covid — pede por isso o anonimato. 

Com o aumento de pacientes nos cuidados intensivos, os profissionais do Hospital S. Sebastião enfrentam agora “uma nova realidade” e novos obstáculos, onde sobressai a “falta de material de autoproteção”, apesar de recentemente o ‘stock’ ter sido reforçado “por ajuda de empresas externas”. 

Segundo o enfermeiro, no hospital da Feira, estes bens começam a ser racionados e “estão a limitar uma máscara por dia para cada profissional” embora “muitas delas, teoricamente, só devíamos usar durante quatro horas”, explica ao sublinhar que os profissionais chegam “a fazer turnos de doze horas”.

Por estarmos numa zona altamente industrializada é natural que algumas empresas tenham em stock estes equipamentos descartáveis de autoproteção — materiais que refere podem vir a fazer falta à linha da frente no Hospital S. Sebastião.

Assim este profissional deixa o repto e pede às empresas que não se esqueçam deles, “se têm alguma coisa para nos fornecer” como materiais de autoproteção “qualquer ajuda é bem-vinda”.
 

Para já o Hospital S. Sebastião ainda consegue “receber esses materiais”, mas no centro de operações do CHEDV começa-se a notar a escassez mundial destes produtos e com essa falta vêm preocupações acrescidas à expansão da pandemia.

Problema que cresce não só em Santa Maria da Feira ou Portugal: um artigo da vox revelou que nos Estados Unidos, em máscaras do tipo N95 que deveriam ser utilizadas apenas uma vez, os profissionais de saúde estão “a ser instruídos para as reutilizarem até 30 dias”.

Entretanto, já várias empresas e associações desportivas do concelho disponibilizaram materiais de proteção e bens consumíveis para auxiliar no combate ao coronavírus. 

Recorde-se que o concelho de Santa maria da Feira é uns dos pontos quentes da pandemia Covid-19 — tem agora 58 casos positivos registados.

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