Município pede atenção especial aos idosos ao encerrar os passadiços

Município pede atenção especial aos idosos ao encerrar os passadiços

Emídio Sousa pede um  “esforço coletivo para bem de todos e deles próprios”

▌Emídio Sousa: "Os mais novos têm que lhes telefonar e fazer-lhes companhia” | Foto: PD/DR

Santa Maria da Feira encerrou ontem os Passadiços de Fiães e outros parques de lazer do concelho, para evitar o que a autarquia define como “gente demais a passear”, como observado domingo nessa e noutras zonas do país. O anúncio chegou com um pedido de atenção à população sénior feirense: “pedir-lhes para ficarem fechados em casa é fazê-los sentirem-se ainda mais sozinhos”.

Texto: Alexandra Couto da Agência Lusa

Em declarações à Lusa, Emídio Sousa, o presidente da Câmara da Feira, revela que constatou pessoalmente esse excesso de afluência nos passadiços do rio Uíma no domingo de manhã, durante a sua habitual caminhada, e afirma: “Estava realmente gente a mais lá e, mesmo tendo os passadiços uns dois metros de largura, eram demasiadas pessoas a circular e decidi que isto tinha tudo que fechar”.

Emídio Sousa reconhece que a medida vai afetar sobretudo a população mais idosa, que “está muito agarrada aos seus hábitos” e, sem estas atividades mais simples, “como caminhar, jogar uma sueca ou ir ao supermercado, fica sem nada para fazer e se sente ainda mais isolada”.

Referindo que os seniores do concelho “estão tristes e muito assustados”, o autarca diz ter consciência de que “pedir-lhes para ficarem fechados em casa é fazê-los sentirem-se ainda mais sozinhos, porque não têm internet para se entreter, nem televisão por cabo e só sabem usar os telemóveis mais simples”, mas defende que este é um “esforço coletivo para bem de todos e deles próprios”.

O presidente da Câmara apela, por isso, ao apoio das outras gerações nesta fase particularmente difícil para a Terceira Idade: “Os mais novos têm que se lembrar destes idosos, têm que lhes telefonar, têm que conversar um bocadinho com eles, falar-lhes da varanda, fazer-lhes companhia”.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da Covid-19, foi detetado em dezembro na China e já infetou mais de 341.000 pessoas em todo o mundo, das quais mais de 15.100 morreram.

O continente europeu é atualmente aquele com o maior número de casos, sendo Itália o país com maior número de vítimas mortais em todo o mundo. Regista 5.476 mortos em 59.138 diagnósticos positivos e, desses infetados, 7.024 já foram dados como curados pelas autoridades.

Os países mais afetados depois de Itália e China são: Espanha, com 2.182 óbitos em 33.089 infeções; Irão, com 1.812 mortes entre 23.049 casos; França, com 674 vítimas mortais em 16.018 diagnosticados; e os Estados Unidos, com 390 mortes em 31.057 infetados.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde indicou hoje que o surto de Covid-19 já provocou 23 mortes e 2.060 infetados. Nesse universo de doentes, 201 estão internados, 47 dos quais em cuidados intensivos.

Dada a evolução da pandemia, na terça-feira o Governo declarou o estado de calamidade pública no concelho de Ovar e, desde as 00:00 de quinta, todo o país se encontra em estado de emergência, o que vigorará até às 23:59 do dia 02 de abril.

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